Essa semana saiu um relatório da
Outlaw Consulting realizado com jovens americanos trendsetteres para descobrir quais são as marcas verdes preferidas por eles, o
2008 Favorite Green Brands Index. Vale muito ler o
resumo da pesquisa, pois os resultados são intrigantes.

O estudo identificou que esses jovens associam [equivocadamente] marcas com design minimalista e cool a práticas de preservação do meio-ambiente. A maioria dos pesquisados respondeu que marcas como Apple, IKEA e Google são green, mesmo sem ter certeza disso.
Isso mostra como o tal do branding bem feito é importante. Não me lembro de nenhuma dessas marcas ter sequer uma mensagem de proteção ao meio ambiente, tanto que
alguns sonham com seu mac verde. No entanto, essas marcas são muito próximas do consumidor, e isso vai muito além do design moderno e simples.

Essas marcas possuem
simplicade no DNA e se propõe a ajudar as pessoas, tornar tudo mais fácil, mais bonito e até mais barato [ou de graça]. Por isso, é natural que sejam associadas a uma causa tão importante para o planeta e para a vida das pessoas [e não 'consumidores'].
Outro ponto que chamou a minha atenção é que o estilo é determinante ao comprar produtos green [
vale a pena ler um pouco sobre o eco-iconic]. No entanto, não estão dispostos a pagar preços altos por isso. É importante ressaltar que isso foi dito pelos formadores de opinião de um país hiper desenvolvido, e não pela dona de casa da classe C brasileira.

Isso serve para revermos algumas opiniões, pois mostra que o tal consumidor não acha justo ter que pagar mais por um produto ambientalmente consciente e isso não está necessariamente relacionado a nível cultural ou renda média. Por isso, cabe a nós, o tirânico mercado, desenvolver produtos que além de utéis e desejáveis também sejam acessíveis.
[Via
PSFK e insights de Peter Lau]